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Carlos Oliveira, Artepira
A história

Uma vida na bancada

Transformar o bruto em belo.

O Carlos é o caçula de um tupieiro. Nasceu na Pavuna, cresceu em Além Paraíba, aprendeu o ofício em Petrópolis e virou Mestre Entalhador no Bixiga aos 21 anos. Aqui vai um pouco dessa história, contada por ele.

Carlos Oliveira, de jaqueta verde, sorrindo.
A oficina

Com 21 anos, já era Mestre Entalhador no Bixiga.

O Carlos entalha desde os 13 anos. É o caçula de um tupieiro, aprendeu o ofício em Petrópolis e passou vinte anos em São Paulo, em duas firmas de entalhe: a Rusalém, na Bela Vista, e a Arte Ziggo, uma casa famosa onde não entrava qualquer um. Depois vieram as feiras de Niterói, a reforma de um castelo no Rio e a loja em Cabo Frio.

anos de bancada
58anos de bancada
peças no ateliê hoje
300+peças no ateliê hoje
anos, quando começou a entalhar
13anos, quando começou a entalhar

Mais de trezentas no ateliê, e milhares de peças espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.

Bailarina de madeira entalhada por Carlos Oliveira, a peça que ganhou o primeiro prêmio do Sebrae na Região dos Lagos.
Prêmio SebraeEsta bailarina de madeira, entalhada por ele, ganhou o primeiro prêmio do Sebrae na Região dos Lagos, em Cabo Frio.
O caminho até aqui

Um caminho sinuoso, nas palavras dele.

  1. Pavuna e Além Paraíba

    O caçula do tupieiro

    Nasceu na Pavuna e correu descalço no chão de terra batida de Além Paraíba. Do pai, tupieiro, herdou o talento que parecia impossível.

  2. Petrópolis, RJ

    Onde aprendeu

    Começou a entalhar aos 13 anos. Chorou de saudade no degrau de uma calçada em Petrópolis, e foi lá que aprendeu o ofício que nunca mais largou.

  3. Bixiga, São Paulo

    Mestre entalhador aos 21

    Consagrado Mestre Entalhador no Bixiga aos 21 anos, passou vinte anos trabalhando em São Paulo, em duas firmas de entalhe: a Rusalém, na Bela Vista, e a Arte Ziggo, uma casa famosa, onde não entrava qualquer um.

  4. Rio e Niterói

    A estrada

    Muita estrada num velho Gordini, madrugadas nas feiras de Niterói e a reforma de um castelo no Rio de Janeiro.

  5. Cabo Frio, Região dos Lagos

    A bailarina

    Teve loja própria em Cabo Frio. Lá, uma bailarina de madeira dele ganhou do Sebrae o prêmio de melhor peça da Região dos Lagos. Hoje ela é, para ele, o maior símbolo da própria resiliência.

  6. Hoje

    Milhares de peças

    São 58 anos de bancada e milhares de peças espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Por décadas, cada uma saiu direto para quem encomendou; as mais de trezentas do ateliê ele juntou depois de se aposentar. E, como ele mesmo diz: enquanto houver madeira e fôlego, o formão nunca irá parar.

Nas palavras dele
“Olhando hoje para as minhas mãos, vejo as cicatrizes e as vitórias de uma vida inteira dedicada à arte de transformar o bruto em belo.”
Carlos Oliveira, na introdução de Arterapia
“Meu formão esculpiu mais do que madeira: esculpiu a minha própria cura.”
Carlos Oliveira, na introdução de Arterapia
“Assim como um bloco de madeira bruta esconde uma obra de arte em seu interior, a nossa vida também exige que saibamos retirar os excessos.”
Carlos Oliveira, na introdução de Arterapia
Na bancada

Veja o Carlos trabalhando

Formão, malho e madeira maciça, do jeito que ele aprendeu.

  • O rosto na tora

  • O painel

  • As prateleiras

Enquanto houver madeira e fôlego, o formão nunca irá parar.

O jeito como ele entalha está na apostila Arte Pira, de tiragem livre e gratuita.